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J.S.Bach - Oratório de Natal                                                               
     

O Oratório de Natal (em alemão: Weihnachtsoratorium) BWV 248, é um oratório de Johann Sebastian Bach compilado para ser apresentado na igreja durante a época do Natal. Foi escrito para o Natal de 1734, incorporando a música de composições anteriores do próprio compositor, inclusive três cantatas seculares, escritas entre 1733 e 1734, e uma cantata extraviada nos dias de hoje, BWV 248a. A data é confirmada no manuscrito de Bach. A apresentação seguinte não foi antes de 17 de dezembro de 1857 pela "Sing-Akademie" de Berlim, regida por Eduard Grell. O "Oratório de Natal" é um exemplo particularmente sofisticado da técnica de Paródia Musical. O autor do texto é desconhecido, embora Christian Friedrich Henrici (Picander) tenha sido um possível colaborador.

Essa obra pertence a um grupo de três oratórios escritos no final da carreira de Bach, em 1734 e 1735, para as principais festividades, sendo os outros o Oratório de Ascensão (BWV 11) e o Oratório de Páscoa (BWV 249). Todos eles incluem um tenor Evangelista como narrador e fazem paródia de composições anteriores, sendo o "Oratório de Natal" a obra mais longa e complexa.
O oratório tem seis partes, sendo cada uma delas destinadas a apresentação em um dia das festas principais do período de Natal. Modernamente, a peça é geralmente apresentada como um todo, ou dividida em duas partes iguais. A duração total da obra é aproximadamente três horas. De modo similar aos outros oratórios, um tenor Evangelista narra a história.
A primeira parte (para o dia de Natal) descreve o Nascimento e a Nominação de Jesus; a segunda (para o dia 26 de dezembro), a Anunciação aos Pastores; a terceira (para 27 de dezembro), a Adoração dos Pastores; a quarta (para o Dia de Ano Novo), a Circuncisão de Jesus; a quinta (para o domingo após o Ano Novo), a Jornada dos Reis Magos, e a sexta (para a Epifania), a Adoração dos Reis Magos.

Grande parte da estrutura da narrativa é definida pela demanda do calendário eclesiástico para o Natal de 1734/35. Bach abandonou sua prática usual de escrever cantatas para a igreja baseando o seu conteúdo, exclusivamente, na leitura do Evangelho do dia, a fim de alcançar uma estrutura coerente da narrativa. Se ele tivesse seguido, estritamente, o calendário, a história teria se desenrolado da seguinte maneira:

Nascimento e Anunciação dos Pastores

Adoração dos Pastores

Prólogo para o Evangelho de João

Circuncisão e Nominação de Jesus

A Fuga para o Egito

A Jornada e Adoração dos Magos


Isso resultaria em a Sagrada Família fugir antes de os Reis Magos haverem chegado, o que seria inadmissível para um oratório evidentemente planejado como um todo coerente. Bach removeu o conteúdo do terceiro dia de Natal (27 de dezembro), Evangelho de João, e dividiu a história dos dois grupos de visitantes –Pastores e Reis Magos– em dois. Isso resultou em uma exposição mais clara da história do Natal:

Nascimento e Anunciação dos Pastores

Adoração dos Pastores

Circuncisão e Nominação de Jesus

A Fuga para o Egito

A Jornada dos Magos

Adoração dos Magos

A sexta parte termina com a Fuga para o Egito.


É evidente que Bach viu as seis partes como parte integrante de um todo maior e unificado, tanto pela análise do texto impresso que sobreviveu quanto pela própria estrutura da música. A edição não tem apenas um título – "Weihnachtsoratorium" – conectando as seis seções, mas essas seções são numeradas consecutivamente. Como menciona John Butt: [1] assim como a Missa em Si menor, esse é um dos pontos de confirmação de uma unidade da obra além das restrições de apresentações dentro do ano eclesiástico.

Apresentação

O oratório foi escrito para a apresentação nos seis dias festivos do Natal durante o inverno de 1734 e 1735. A partitura original contém também detalhes de quando cada parte foi apresentada. Foi incorporada aos cultos das duas mais importantes igrejas em Leipzig, Igreja de São Tomás e Igreja de São Nicolau. Como pode ser visto abaixo, a obra somente foi apresentada integralmente na Igreja de São Nicolau.

Igreja de São Nicolau, Leipzig

Primeiras apresentações:
25 de dezembro de 1734: Parte I - de manhã, na Igreja de São Nicolau; à tarde na Igreja de São Tomás
26 de dezembro de 1734: Parte II - de manhã, na Igreja de São Nicolau; à tarde na Igreja de São Tomás
27 de dezembro de 1734: Parte III - de manhã, na Igreja de São Nicolau
1º de janeiro de 1735: Parte IV - de manhã, na Igreja de São Tomás; à tarde, na Igreja de São Nicolau
2 de janeiro de 1735: Parte V - de manhã, na Igreja de São Nicolau
6 de janeiro de 1735: Parte VI - de manhã, na Igreja de São Tomás; à tarde, na Igreja de São Nicolau


Música

Bach expressa a unidade de toda a obra dentro da própria música, em parte através do uso das tonalidades. As partes I, II e III são escritas nas tonalidades de Ré Maior, sua subdominante Sol Maior e depois ré maior, novamente. As partes I e III são instrumentadas de modo semelhante para trompetes exuberantes, enquanto a Pastoral Parte II (em referência aos pastores) é, em contraste, instrumentada para madeiras e não inclui coro de abertura. A parte IV é escrita em fá maior (o relativo de ré menor) e marca o ponto mais distante da tonalidade de abertura do oratório. Bach embarca, então, numa jornada de volta à tonalidade de abertura, passando pela dominante lá maior da parte V até à jubilante reafirmação do ré maior na parte final, emprestando um arco completo à peça. Para reforçar essa conexão entre o começo e o fim da peça, Bach reutiliza a melodia coral de "'Wie soll ich dich empfangen? da parte I no coro final da parte VI, Nun seid ihr wohl gerochen; essa melodia coral é a famosa "O Haupt voll Blut und Wunden", que Bach usou cinco vezes em sua Paixão segundo São Mateus.

A música representa uma especial expressão sofisticada da técnica de paródia, pela qual uma música já existente é adaptada a um novo propósito. Bach tomou a maioria dos coros e árias de obras que tinham sido escritas por ele anteriormente. A maioria dessa música era secular, que foi escrita em louvor da realeza ou notáveis figuras locais, saindo da tradição de apresentação dentro da igreja.

Essas cantatas seculares que proveem as bases para o Oratório de Natal são:

BWV 213 - Laßt uns sorgen, laßt uns wachen (Hercules na encruzilhada)
Apresentada em 5 de setembro de 1733 para o décimo-primeiro aniversário do Príncipe Friedrich Christian, Eleitor da Saxônia.
BWV 214 - Tönet, ihr Pauken! Erschallet, Trompeten!
Apresentada em 8 de dezembro de 1733 para o aniversário de Maria Josepha, Rainha da Polônia e Eleitora da Saxônia.
BWV 215 - Preise dein Glücke, gesegnetes Sachsen
Apresentada em 5 de outubro de 1734 para a coroação do Eleitor da Saxônia Augusto III, como Rei da Polônia.
Além dessas fontes, supõe-se que a sexta cantata foi totalmente tirada da cantata sacra BWV 248a, extraviada nos dias de hoje. Acredita-se que a ária-trio, contida na parte V Ach, wenn wird die Zeit erscheinen? foi tirada de uma fonte semelhante, e o coro da mesma seção Wo ist der neugeborne König pertence à "Paixão segundo São Marcos" BWV 247

Fonte: Wikipédia Para saber mais detalhes e links, aqui


 

Johan Sebastian Bach
Christmas Oratorio BWV 248
Nikolaus Harnoncourt
Concentus Musicus Wien
Peter Schreier - Tenor
Robert Holl - Bass
Soloists of the Tolzer Knabenchor
Chorusmaster: Gerhard Schmidt-Gaden
Fisrt Part: Cantatas No 1 - 3



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